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| Imagem: www.polemicaparaiba.com.br. |
Na guerrilha de informações que vivemos,
ganha quem agradar mais, de qualquer jeito. O que vale é agradar e faturar. E principalmente:
não questionar!
Quando o desejo de agradar é maior
que o de servir, temos uma inversão de valores que é um dos grandes fatores que
atrasam o crescimento do município. As ideias próprias morrem na subserviência cega
e apaixonada daqueles que se apequenam ante a figura centralizadora de um
mandatário. Para alguns poucos é mais cômodo deixar de lado as vontades e o
livre pensar, para apenas seguir à risca o que lhes é determinado, sem nada
questionar.
Quando alguém abre mão de valores
para servir a interesses, se esquece das virtudes e passa a ser meramente um
capacho a serviço de interesses privados em nome de um projeto particular de
poder,
O poder da crítica deveria ser
exercido mais amplamente, porém ainda é visto como sinal de revolta, de quem não
foi atendido em seus desejos e que está sempre pronto a golpear quem quer que
seja. Ouvir a população é – ou deveria ser - importante termômetro da aceitação
e percepção da atuação de um governo, democraticamente falando.
Mas, quando a mera expressão de
pensamentos é tolhida, por não ser aceitável desagradar chefetes, passamos a
ter uma clara ideia da subserviência que nos cerca. Nos querem passar a ideia
de viver no paraíso, onde tudo faz parte de um planejamento maior e no final,
tudo ficará bem, desde que não importunem com opiniões ou expressem ideias. Nos querem fazer crer que, como em passe de mágica tocada a improvisos, Cocal City será a Nova Dubai.
Acorda, Alice!